segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ha dias em que...

Gostava de ser capaz de amores loucos, de paixões desenfreadas.
De ter uma vida cheia de emoções.
Gostava de certezas absolutas do coração, gostava de ser capaz de sentimentos intensos, de ser capaz de loucuras por amor sem as achar parvas e injustificadas.
Gostava de conseguir gostar sem limites, sem pensar no amanha e depois e depois, gostava de não ser tão racional no gostar.
Gostava de acreditar em contos de fada e achar e sentir que tudo é possível quando se gosta.
Mas não sou, como alguém me disse a uns tempos atrás ( quase numa outra vida) sou tão racional que chego a ser fria.
E sei que é verdade, gosto sempre com limites, ou quase sempre porque consegui quebrar a barreira por uma vez, mas o medo foi mais forte que eu e na hora da verdade optei por "saltar fora".
Gosto sempre com incerteza e pior gosto sempre com uma racionalidade parva.
Gosto de fazer planos racionais, de traçar metas sempre para mim e nunca para um nós ( apesar de algumas vezes estes caminhos se cruzarem).
E olhando em retrospectiva apercebo-me que ate gosto de ser assim, é verdade que a possibilidade de viver um grande amor digno de filme é remota, mas também é verdade que estes têm tantos percalços e sofrimento pelo meio que nem sempre é bom.
Gosto de conseguir controlar, de saber que consigo virar as costas e dizer ate nunca com uma facilidade que ate a mim me assusta. Gosto de não perder o rumo dos meus objectivos por falta de alguém.
E racionalmente falando , gosto desta minha racionalidade!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Qual o momento certo para dizer “basta” e seguir em frente? Facilmente alguém diria que é quando se deixa de sentir completo ou realmente feliz. Porque a verdade é que algo que seja forçado, que exija mais esforço do que prazer simplesmente não vale a pena… Pois!

Rescaldo das Ferias

Recomendo Vivamente!

As mini – férias correram lindamente.
O sítio ajudou muito, umas vistas fantásticas, quartos grandes (fiquei na suite júnior) e muito bom atendimento.
O tempo também ajudou e manteve-se sempre bastante quentinho, com muito sol para desfrutar bem da piscina.
Comi muito (muito e bem), apesar de achar que nos próximos tempos não consigo comer lagostas, lagostins, sapateiras, camarões e afins já que exagerei imenso (recomendo vivamente o restaurante marisqueira das Furnas mesmo na praia da Ericeira), portanto prevê-se uns próximos meses de dieta.
Em conclusão, a boa vida custa muito deixar para trás.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Com cheirinho a ferias

Quase quase de mini- ferias por aqui :)





quinta-feira, 19 de maio de 2011

Post lamechas do Mês #2

Adoro que partilhes todos os dias comigo o teu lanche (porque eu nunca trago um para mim) nas nossas viagens para casa;
Adoro quando arranjas o meu almoço para trazer para o trabalho (porque eu de manha “engonho” imenso)
Adora que me tragas bolo só porque te lembraste de mim;
Adoro o facto de já gostares das minhas gatas ( sim eu sei que vais continuar sem gostar de gatos e que fazes um esforço para gostar das minhas)
Adoro que me faças as vontades ( quase todas)
Adoro que não te tenhas oposto ao “nosso quarto cor de rosa”;
E essencialmente adoro que sejas Portista, senão não ia gostar nada de ti!!! = )

E se...

exactamente a um ano atras alguem me viesse dizer q esta iria ser a minha vida dali a um ano... eu juro que me ria e acreditava piamente que era tolinho =)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As fases da vida são quase como a lua :)

Ate aos 18 anos achei sempre que a minha vida iria ser uma aventura, nunca fez parte dos meus planos partilhar a minha vida fosse com quem fosse, nunca planiei casar ou ter filhos. Acreditava piamente que ia ser jornalista, que portugal era demasiado pequenino para mim. Que iria passar a vida a viajar de um lado para o outro, que iria entrevistar as mais diversas pessoas. Acreditava que uma familia só me iria atrapalhar, na melhor da hipoteses acreditava que por volta das 40 anos, na possibilidade de estar cheia de tanta aventura iria pensar adoptar (uma visão um tanto egoista eu sei).

Depois entrei para a faculdade e decidi que afinal não iria para jornalismo, que o desemprego era uma caminho quase certo e eu queria ser independente cedo, acreditava ainda assim que portugal nã seria o meu destino, que iria fazer erasmus para um qualquer país e não voltava mais, que viria aproveitar o nosso verão fantástico e as visitas de natal para matar as saudades mas nada mais que isso. Com o tempo percebi que financeiramente não poderia fazer um erasmus, que já tinha de trabalhar para pagar a licenciatura, não dava para as duas coisas ( e afinal depois já não o queria assim tanto).

Houve uma outra fase, mais romantica, em que acreditava que afinal o meu sitio era no porto bem pertinho da familia, que os 25 anos já estaria casa e a pensar em filhos e que até aos 27 já teria o primeiro , mas depois o trabalho no porto não apareceu, lisboa começou a ser uma realidade e as vontades mudaram.

Com a mudança para lisboa percebi que nunca ira conseguir viver fora de Portugal ( pelo menos não de livre vontade e nunca seria nada facil), percebi que sou muito menina da “mama”, que a minha familia é o meu ponto de equilibrio e longe não ia ser nada facil ( já assim não é).
Percebi tambem que esta falta de aventura tem de ser conpensada com loucura, que preciso ser apaixonada por tudo, que a vida “normal” não me chega, que a racionalidade não combina comigo, que quero sempre mais e mais e isto é um problema. É uma recção tipica de adolescente, sem consciencia, sem medir o risco. Percebi com o tempo que a vida não pode nem deve ser uma festa. Percebi que não vou estar apaixonada por tudo todos os dias, que ha dias em que vou adorar o meu trabalho e outros em que me apetece vir embora, que ha dias em que acredito que o mundo é meu e outros em que estou a suportar com o peso de mundo. Percebi que a vida não é sempre como a imaginamos ou como a queremos mas o bom disto tudo é que é uma caixinha de surpresas com coisas boas e más, mas com coisas novas todos os dias.